hoje vou falar um pouco sobre uma das melhores bandas de música popular de todos os tempos: a banda "é o tchan!". surgiu em meados de 1995 sob o nome de "gera samba" e tomou todas as estações do seu rádio. de lá para cá a banda teve muitos inegáveis talentos como:
- beto jamaica: além de talentosíssimo cantor, um exímio compositor. esteve à frente do grupo nos anos de sucesso absoluto, sendo responsável pelo boom da banda [atentem para o cacófago]. é considerado um verdadeiro gênio da música, unindo belas letras a melodias perfeitas. escreveu canções inesquecíveis como "pisa no milho", "pracatá", "purucutu" e "trem das onze". especula-se que soltou o tchan com a ex-dançarina da banda débora brasil. abandonou a banda em 2000 para seguir carreira solo.
- compadre washington: empresário de sucesso e eleito o melhor back vocal de todos os tempos por uma revista cult, encantou multidões com sua interpretação auxiliar única das canções de beto jamaica. além disso, ainda chama atenção pelo seu estilo sexy e original, inaugurando a era dos bigodões marotos e provocantes.
- jacaré: além sex symbol cobiçadíssimo pelas mais belas mulheres do mundo, ainda é considerado o melhor partido da bahia. se você sonha em um dia se casar com jacaré, prepare bem o seu dote de moiçola casadoira para enfrentar a ferrenha concorrência. jacaré é dançarino e coreógrafo da banda de axé music, logo, um dos responsáveis pela febre tchan que assolou o brasil na primeira metade da década de 90. edson, como foi um dia chamado pela progenitora, hoje é um dos mais respeitados artistas cênicos do mundo e integra o elenco de um programa nobre da televisão brasileira, "a turma do didi". por motivos óbvios, o dançarido foi responsável pela popularização e aperfeiçoamento do ménage à trois. especula-se que jacaré esteja desenvolvendo um ousado projeto: um livro sobre as mazelas humanas e como resolvê-las através do axé, com lançamento previsto para 2019.
- débora brasil [morena]: abandonou a banda em 1996 em busca de uma vida melhor após liberar o tchan para beto jamaica. dizem as más línguas que débora brasil e carla perez tinham freqüentes desentendimentos e perda de cabelos devido a diferenças ideológicas e culturais. tentou entrar no mundo da música sendo vocalista da banda "dengo de mulher".
- scheila carvalho [morena]: sucessora de débora brasil eleita pelo programa do intelectual gugu liberato. além de dançarina de inefável beleza clássica, foi eleita a mulé mais sexy do mundo pela revista "joão bidu"e já posou para a playboy [ou pousou na playboy]. hoje em dia é apresentadora de um programa de sucesso exibido pela rede record chamado "bomd+" e dedica o tempo livre ao estudo do espiritismo.
- carla perez [loira]: após fracassar em um concurso de manequim, foi convidada para ingressar na banda. passou alguns anos balançando os glúteos até que se casou com outro balançador de glúteos chamado xanddy, ficou prenha duas vezes e decidiu dedicar-se ao público infantil com canções como "carlaperizando" e "homem torto". além de integrar um dos mais importantes blocos infantis de carnaval, carla perez ainda arruma tempo para se dedicar aos estudos com um desempenho extremamente satisfatório, em dois anos aprendeu a escrever "compadre washington" e decorou o mapa da europa. recentemente a musa fez uma declaração à imprensa confessando seu apreço por física quântica. desconfia-se que tenha se tornado evangélica, escutas telefônicas revelam envolvimento com mara maravilha e sula miranda.
- sheila mello [loira]: também chegou aos palcos através da astúcia de gugu liberato, taxista xiita e apresentador de tv. tornou-se notável no mundo artístico através de suas colunas visuais da revista playboy. na ocasião da entrada, ganhou uma música especial que enciumou scheila carvalho; esta, porém, manteve a compostura por ter plena noção de sua superioridade gerada por um 'c' a mais no nome.
o próximo passo será a análise literária e semiótico-carnal das belas canções do quinteto “é o tchan”. aguardem a próxima edição.
Wednesday, December 03, 2008
Sunday, September 30, 2007
do inefável poder que a falta-do-que-fazer pode exercer em um ser humano qualquer.
algumas pessoas mudam de assunto do nada e você fica mais perdido que filho de puta nômade em dia dos pais. a técnica consiste em grudar assuntos, cortar pedaços, inventar pedaços e, o mais importante, falar litros sem respirar. isso exige anos de ensaio, beibe. a lira também exige ensaio. sempre quis tocar lira. mentira, inventei isso agora pra dar um tom de programa-de-auditório-realizador-de-sonhos à coisa toda. eu nunca diria que sempre quis ir num programa de auditório, coisa de encalhada mal-comida, sabe? se bem que eu estou praticamente nesse estágio, mais alguns pés no glúteo e pegas frouxos que eu chego lá e já posso ir no progama de auditório ser chamada de colega pelo sílvio santos. vou voltar pra casa arrasando e colocando 'm' no final das palavras. afinal, viro esponja quando estou no pântano. sabe como é, neám? toda fina já deu patada na lama. a lama que insiste em grudar no meu all star toda vez que visito a casa do senhor meu progenitor, mais conhecido como 'pai'. aliás, tempo esquisito! juro que não consigo entender se faz frio ou calor. na dúvida, não sinto nada. o triste mesmo é essa chuvinha brocha que cai às vezes só pra estragar a chapinha e fazer lama. em resumo, quem tá na chuva é pra estragar a chapinha e quem tá na lama é pra sujar o all star. ah, como eu adoro a sabedoria popular! vovó sempre dizia: "pimenta nos olhos dos outros é ardente". concordo plenamente. um dia desses me lambuzei de pimenta e cocei os olhos. quase tive que amputar a cabeça de tanta dor. estou pensando em fazer um seguro de vida. sabe-se lá o que pode acontecer com uma pessoa que olha do lado errado antes de atravessar uma rua de mão única. preciso aprender a dirigir [carros, motos, caminhões, pedalinhos e guindastes]. quem sabe assim eu consigo um emprego, néam? hoje achei um site com gerador de currículo. coloquei meus dados, escolhi um modelo e imprimi. a folha de sulfite até se sentiu ofendida por ter sido usada pra imprimir tão pouca coisa. até pensei em inventar experiências anteriores e cursos feitos mas... ah. ninguém acreditaria que alguém com essa minha cara de psicopata já teve um emprego. e meu delineador, o agente psicopatizador da minha expressão facial, está nas últimas gotas de vida. ótimo! quem sabe assim aparece alguma vergonha na cara que me faça aproveitar o ensejo e comprar um esmalte? minhas unhas estão apodrecendo, é triste ser dona de casa. você, minha pequenina criança leitora, não sabe o que é perder dias e mais dias em atividades domésticas de resultados efêmeros. essa efemeridade explica o fato da minha cama nunca estar arrumada. afinal, é o único lugar da casa onde posso ser eu mesma e acumular os mais variados e esdrúxulos objetos. aliás, quando eu tinha um quarto só meu ele foi apelidado de catacumba. até ensinei como ter algo parecido em casa em uma das poucas edições do zebra. seu email está na lista do zebra? um dia voltarei a fazê-lo e tenho certeza absoluta de que ninguém vai querer perder tamanha diversão inteiramente grátis, sem custo adicional destinado à materia-prima de publicação e, o que é melhor, entrega em domicílio. essas vantagens e muito mais você só tem aqui, no dmdizz [departamento de marketing, divulgação e integração do zine zebra]. e o dmdizz tem uma super novidade para você: inauguraremos, no próximo ano bissexto após a vinda do décimo oitavo messias, um zeroitocentos zine zebra! além de servir como porta direta do dmdizz, ainda teremos um convênio com o cvv [centro de valorização da vida]. porque um dia desses a prima da sobrinha da vizinha da tia-avó da cunhada do primo de itapecerica da serra do amigo de infância da ex-mulher do primeiro patrão de um amigo meu se matou com um vidro de xampu seda ceramidas e uma cartela de ass infantil depois de ter ouvido um 'tu tu tu' no cvv. é, telefone ocupado é mais duro que pau de tarado. falando em tarado, me deu sono, como se eu estivesse conversando com aquelas pessoas desagradáveis que mudam de assunto, sabe? ô coisa chata. gente assim merece morrer ouvindo pagode com um abacaxi enfiado no cu. e tenho dito!
Monday, July 23, 2007
quandoénecessáriodaroardagraçapranãoacharemquevocêmorreu
a questão é: eu quero atualizar. até porque isso tá uma vergonha, convenhamos. a última postagem daqui foi feita logo depois de descobrir que não passei no vestibular [começo de fevereiro]. enfim, muita coisa pra dizer e eu sem saber o que dizer. paradoxo? não, sou super direta-clara-simples-inutilia-truncat [e irônica, claro].
como já falou antes claraverbuck, "tudo tinha mudado. menos o que ficou igual."
pois é, tudo mudou. com exceção do que ficou igual, é claro.
como já falou antes claraverbuck, "tudo tinha mudado. menos o que ficou igual."
pois é, tudo mudou. com exceção do que ficou igual, é claro.
Wednesday, February 07, 2007
a triste história do vaso de porcelana rara [recheado da mais pura bosta fresca de vaca]
era uma vez um vaso de porcelana rara, decoração impecável, ajaezado de vitórias e inúmeros elogios. um dia o vento errou o ângulo da curva e derrubou o vaso, que então transformou-se em milhares de pedacinhos de alguma coisa não-identificada. por fim virou pó e foi embora com o vento. grandes merdas se era um queridíssimo vaso de porcelana rara, hoje ele nem faz falta na decoração. fim.
Saturday, December 23, 2006
a saga da família prado nos leilões e minha predisposição para o problema.
e então que uma madrugada dessas eu resolvi ligar a televisão.
já falei sobre a minha relação com a televisão? então, relação nenhuma. odeio! tenho ojeriza à televisão. acho totalmente idiota ficar perdendo tempo na frente de uma caixa estúpida. mas enfim, não posso tirar os méritos da tv. por exemplo, hoje acordei e resolvi ligar a televisão pra fingir que não ia dormir de novo [só por isso, hu] e acabei assistindo um programa na tv escola sobre topografia e outro sobre o caos apresentados por um matemático da usp. adorei! o programa sobre o caos falou muito do abstracionismo artístico, amo. mas isso é outra história, voltemos ao início.
eu liguei a televisão, peguei o controle e realizei a missão impossível de achar algo minimamente interessante nos milhares de canais toscos. de repente encontrei um canal de leilões de quadros e fiquei hipnotizada. hipnotizada de verdade, sabe? boca semi-aberta, olhos fixos na tv, ouvidos atentos, mãos imóveis. toda vez que o cara dizia "ligue pra gente e dê seu lance" eu colocava a mão no telefone. era um quadro impressionista. eu gosto dos impressionistas, das revoluções na hora de fazer as sombras, das pinceladas largas e violentas, das cores vibrantes, dos efeitos da luz do sol hu. não lembro o nome do cara que pintou o quadro, mas ele era um dos xuxuzões do impressionismo no brasil [e nem tinha tanta gente]. era uma paisagem de uma praia com um pouco de vegetação, eu não gosto de paisagens mas aquela realmente me atraiu. imagino eu que o cara nem tenha usado pincel, foi só uma espátula com cores puras. e ele conseguiu fazer uma coisa simples e mágica! enfim, era genial a técnica do quadro e eu queria comprar.
queria MUITO comprar aquele quadro. mas o lance tava em duzentos reais. algumas parcelas de duzentos, que fique claro. não me lembro quantas eram, mas a soma dava uma quantia alta que eu não poderia nem sonhar em gastar com um quadro. ai ai, leilões são legais.
então, de repente, não mais que de repente, o apresentador fechou o leilão e vendeu o quadro pra alguém de campos do jordão. n parcelas de duzentos e cinqüenta pilas. e eu só gastei sete reais em quadros na minha vida toda, sendo que estes sete reais foram aplicados na compra da tela e eu mesma pintei o negócio. então, depois que o meu quadro impressionista foi vendido, o programa acabou. raiva! quando eu gosto de alguma coisa da tv simplesmente acaba bem rápido.
depois que o programa acabou e eu desliguei a tv comecei a pensar nas histórias obscuras da minha ilustríssima família com os leilões. ou seja, o negócio é genético e eu preciso me manter longe dessas coisas. por ordem cronológica dos fatos, vou contar primeiro a história da vovó cotinha [mãe do pai zorze], que aconteceu há dezenas de anos.
vovó cotinha, um belo dia, bebeu. mas vovó cotinha não costuma beber assim sem mais nem menos, ela bebeu em uma dessas festas populares de província. e na tal festa teria um leilão de prendas. prendas, no caso, eram umas peças de vaquinhas e porquinhos mortos [coisa de cidade arcaica e interiorana ¬¬]. e então dona cota foi participar do tal leilão. poooorém, ela pensou que fosse tudo de brincadeirinha devido ao estado etílico. resultado: vovó cotinha arrematou TODAS as prendas e foi pra casa feliz e saltitante [e bêbada, diga-se de passagem].
no dia seguinte, passada e bebedeira e estando vovó cotinha de ressaca, a campainha tocou. ao abrir a porta, vovó cotinha viu um caminhão parado na porta de sua casa e um senhor dizendo que foi entregar as prendas e pegar o dinheiro do leilão. vovó pasmou e, perplexa, descobriu que o leilão não era brincadeirinha. só restava uma coisa a vovó cotinha naquele momento crítico de sua vida matusalêmica: pagar o que havia arrematado e arrumar um jeito de guardar toda aquela carne morta [argh]. no fim a senhora minha avó acabou distribuindo a carnificina de animaizinhos inocentes pela vizinhança. moral da história: vovó cotinha nunca mais combinou álcool com leilão.
agora é a vez do senhor meu pai. houve uma época em que zorze, recém-aposentado, procurava desesperadamente alguma ocupação. ele freqüentava assiduamente leilões de carros em cidades distantes. e, que fique claro, era totalmente sem motivo. mas enfim, ele é louco. depois de muitos 'divertidíssimos' leilões eu notei que zorze parara de freqüentar esse tipo de evento. seria trauma? sim! eu cheguei à conclusão de que ele parou bruscamente de ir a leilões por causa de um trauma logo depois de perguntar o porquê de ter abandonado uma atividade tão produtiva como essa.
fiquei passada quando ouvi a história! custei a acreditar, mas é a pura verdade. estava zorze sentado em sua cadeira observando o badalado leilão de carros quando, de repente, surgiu uma mosca no salão. e a tal mosca voava e ziguezagueava e fazia ruídos e explorava cada canto do recinto. até que a abençoada mosca resolveu voar nos arredores do senhor meu pai. zorze, incomodado com a presença do mosquito chato, deu um tapa no ar para espantá-lo. logo depois escutou o leiloeiro [sei lá como chamam isso] gritar "VENDIDO PARA O SENHOR DE VERDE". papai olhou para os lados e, para sua surpresa, não havia outro senhor de verde. assim, ficou com vergonha de dizer que não queria arrematar o carro. moral da história: comprou o carro, trouxe pra casa e nunca mais foi a leilões. e convém dizer que o carro era uma merda que parava de funcionar a cada cinco minutos, hu.
suponho eu que isso explique meu estado de hipnose ao encontrar um canal de leilões de quadros. minha sorte é não ter cartão de crédito nem conta bancária, senão qualquer dia desses eu compraria um quadro caríssimo e zorze me torturaria até a morte. gezuix, me livre da tentação!
como eu sou inútil, hu.
já falei sobre a minha relação com a televisão? então, relação nenhuma. odeio! tenho ojeriza à televisão. acho totalmente idiota ficar perdendo tempo na frente de uma caixa estúpida. mas enfim, não posso tirar os méritos da tv. por exemplo, hoje acordei e resolvi ligar a televisão pra fingir que não ia dormir de novo [só por isso, hu] e acabei assistindo um programa na tv escola sobre topografia e outro sobre o caos apresentados por um matemático da usp. adorei! o programa sobre o caos falou muito do abstracionismo artístico, amo. mas isso é outra história, voltemos ao início.
eu liguei a televisão, peguei o controle e realizei a missão impossível de achar algo minimamente interessante nos milhares de canais toscos. de repente encontrei um canal de leilões de quadros e fiquei hipnotizada. hipnotizada de verdade, sabe? boca semi-aberta, olhos fixos na tv, ouvidos atentos, mãos imóveis. toda vez que o cara dizia "ligue pra gente e dê seu lance" eu colocava a mão no telefone. era um quadro impressionista. eu gosto dos impressionistas, das revoluções na hora de fazer as sombras, das pinceladas largas e violentas, das cores vibrantes, dos efeitos da luz do sol hu. não lembro o nome do cara que pintou o quadro, mas ele era um dos xuxuzões do impressionismo no brasil [e nem tinha tanta gente]. era uma paisagem de uma praia com um pouco de vegetação, eu não gosto de paisagens mas aquela realmente me atraiu. imagino eu que o cara nem tenha usado pincel, foi só uma espátula com cores puras. e ele conseguiu fazer uma coisa simples e mágica! enfim, era genial a técnica do quadro e eu queria comprar.
queria MUITO comprar aquele quadro. mas o lance tava em duzentos reais. algumas parcelas de duzentos, que fique claro. não me lembro quantas eram, mas a soma dava uma quantia alta que eu não poderia nem sonhar em gastar com um quadro. ai ai, leilões são legais.
então, de repente, não mais que de repente, o apresentador fechou o leilão e vendeu o quadro pra alguém de campos do jordão. n parcelas de duzentos e cinqüenta pilas. e eu só gastei sete reais em quadros na minha vida toda, sendo que estes sete reais foram aplicados na compra da tela e eu mesma pintei o negócio. então, depois que o meu quadro impressionista foi vendido, o programa acabou. raiva! quando eu gosto de alguma coisa da tv simplesmente acaba bem rápido.
depois que o programa acabou e eu desliguei a tv comecei a pensar nas histórias obscuras da minha ilustríssima família com os leilões. ou seja, o negócio é genético e eu preciso me manter longe dessas coisas. por ordem cronológica dos fatos, vou contar primeiro a história da vovó cotinha [mãe do pai zorze], que aconteceu há dezenas de anos.
vovó cotinha, um belo dia, bebeu. mas vovó cotinha não costuma beber assim sem mais nem menos, ela bebeu em uma dessas festas populares de província. e na tal festa teria um leilão de prendas. prendas, no caso, eram umas peças de vaquinhas e porquinhos mortos [coisa de cidade arcaica e interiorana ¬¬]. e então dona cota foi participar do tal leilão. poooorém, ela pensou que fosse tudo de brincadeirinha devido ao estado etílico. resultado: vovó cotinha arrematou TODAS as prendas e foi pra casa feliz e saltitante [e bêbada, diga-se de passagem].
no dia seguinte, passada e bebedeira e estando vovó cotinha de ressaca, a campainha tocou. ao abrir a porta, vovó cotinha viu um caminhão parado na porta de sua casa e um senhor dizendo que foi entregar as prendas e pegar o dinheiro do leilão. vovó pasmou e, perplexa, descobriu que o leilão não era brincadeirinha. só restava uma coisa a vovó cotinha naquele momento crítico de sua vida matusalêmica: pagar o que havia arrematado e arrumar um jeito de guardar toda aquela carne morta [argh]. no fim a senhora minha avó acabou distribuindo a carnificina de animaizinhos inocentes pela vizinhança. moral da história: vovó cotinha nunca mais combinou álcool com leilão.
agora é a vez do senhor meu pai. houve uma época em que zorze, recém-aposentado, procurava desesperadamente alguma ocupação. ele freqüentava assiduamente leilões de carros em cidades distantes. e, que fique claro, era totalmente sem motivo. mas enfim, ele é louco. depois de muitos 'divertidíssimos' leilões eu notei que zorze parara de freqüentar esse tipo de evento. seria trauma? sim! eu cheguei à conclusão de que ele parou bruscamente de ir a leilões por causa de um trauma logo depois de perguntar o porquê de ter abandonado uma atividade tão produtiva como essa.
fiquei passada quando ouvi a história! custei a acreditar, mas é a pura verdade. estava zorze sentado em sua cadeira observando o badalado leilão de carros quando, de repente, surgiu uma mosca no salão. e a tal mosca voava e ziguezagueava e fazia ruídos e explorava cada canto do recinto. até que a abençoada mosca resolveu voar nos arredores do senhor meu pai. zorze, incomodado com a presença do mosquito chato, deu um tapa no ar para espantá-lo. logo depois escutou o leiloeiro [sei lá como chamam isso] gritar "VENDIDO PARA O SENHOR DE VERDE". papai olhou para os lados e, para sua surpresa, não havia outro senhor de verde. assim, ficou com vergonha de dizer que não queria arrematar o carro. moral da história: comprou o carro, trouxe pra casa e nunca mais foi a leilões. e convém dizer que o carro era uma merda que parava de funcionar a cada cinco minutos, hu.
suponho eu que isso explique meu estado de hipnose ao encontrar um canal de leilões de quadros. minha sorte é não ter cartão de crédito nem conta bancária, senão qualquer dia desses eu compraria um quadro caríssimo e zorze me torturaria até a morte. gezuix, me livre da tentação!
como eu sou inútil, hu.
Wednesday, December 13, 2006
da série: o vestibular atrapalha a minha vida [isso porque eu ainda nem passei]. favor aumentar o espaço interno do metrô e não alimentar os animais.
e então que a unesp me obrigou a ficar uma hora em pé sob o sol escaldante garantindo meu câncer de pele dos vinte e cinco anos. fui fazer a tal prova de habilidades específicas para o curso de artes visuais lá na uninove de barra funda e tive que esperar no sol. acho que nem a maria do bairro sofreu tanto quanto eu naquele dia.
enquanto o portão não abria acabei conversando um pouco com um desconhecido. ele perguntou sutilmente "precisava trazer alguma coisa pra fazer a prova?". idiota. como pode um ser humano sair de casa pra fazer uma prova sem levar NADA? vejam bem, crianças, o garoto não tinha nada nas mãos além do rg. eu quase disse que eles exigiriam uma técnica de desenhar no canson A4 usando unicamente o rg. mas fiquei feliz, encontrei alguém mais lerdo que eu. o que vem ao caso é que eu sou a senhorita prevenilda quando se trata de lápis 6b, então cedi para o garoto um 6B e uma borracha. depois é que eu fui perceber o quanto minha atitude é retardada aos olhos dos outros. você ajudaria uma pessoa que disputa uma vaga contigo em uma universidade pública e ainda por cima você nem conhece? então, eu ajudei. eu não sou boazinha, apenas acho que as pessoas precisam de uma chance pra mostrar o que são capazes de fazer. eu tive minha chance. ele teve a dele.
devido à problemas demográficos, tivemos que subir até o nono andar usando a escada rolante. o detalhe pitoresco da história é o fato de que a escada só tava ligada até o segundo andar. a prova era no andar NOVE. ou seja, as pessoas chegaram lá semi-mortas. mas enfim, quem se preocupa com isso?
tinha menos gente esquisita do que eu esperava. na minha sala tinha só uns seis estranhos [sendo que eu era um deles, hu]. tinha até duas japonesas. eu nunca imaginaria japoneses fazendo artes visuais. e eu tive oportunidade de conhecer melhor uma delas. sabe aquela disciplina intrínseca dos japoneses? ela era loira e não tinha nenhuma disciplina dessa. mas era legal.
aliás, eu sou uma pessoa interativa às vezes. mas obviamente não é uma interatividade como a que as vendedoras de roupas têm [quem pensou que eu sou igual elas vai ganhar um chute no saco]. é uma interatividade moderada. se algum estranho minimamente simpático fala comigo eu respondo e continuo o assunto [principalmente se esse estranho for pegável e/ou fodível]. porque às vezes eu até consigo ser legal com alguém.
meu pai iria me buscar depois da prova [até porque eu não tinha lembrado de pegar dinheiros pra me locomover]. terminei a prova e liguei pra ele, "daqui trinta segundos eu to aí, tchau". onde estaria o zorze? sei lá, mas chegou rápido demais. e então nós começamos a caminhar. e eu conversando com a tal japonesa loira enquanto a gente andava, até que ela atravessou a rua e eu lembrei de perguntar onde meu pai tinha estacionado o carro. enchi os pulmões de ar pra falar e antes que eu pudesse terminar a primeira sílaba ele me disse "a gente vai de metrô".
vejam bem, crianças, METRÔ. ele me fez andar de metrô no horário de pico, quando todo mundo termina seus respectivos trabalhos diários e pega o metrô para ir pra casa. agora tentem imaginar como é um metrô a essa hora. se a gente tivesse que entrar num metrô e descer no bairro desejado seria mais aceitável, mas nããão, tinha que trocar de linha. péssimo.
na barra funda deu um pouco de trabalho pra todo mundo caber no metrô, mas pelo menos tinha oxigênio. nas estações posteriores as pessoas nunca desciam, mas novas pessoas sempre entravam. às vezes entrava taaanta gente que a porta não fechava, então a pessoa que tava impedindo a porta de fechar empurrava todo mundo e entrava no metrô. definitivamente, o mundo precisa de metrôs maiores. e, já que estes estão todos podres, que troquem por maiores, hu. não lembro qual estação era, mas de repente o metrô parou sem prévio aviso. olhei na janela da frente: parede escura. olhai na janela de trás: parede escura. se eu tivese claustrofobia teria entrado em coma naquele momento. mas foi só um probleminha técnico de rápida resolução. pelo menos eu suponho que tenha sido, já que o cara que comunicava as coisas aos passageiros não falava a minha língua.
voltando ao assunto, chegou na estação da sé. por lá passava a linha azul que a gente tinha que pegar. juro, não precisei dar um passo pra sair do metrô. eu apenas parei de segurar no cano e a multidão me comprimiu e me arrastou pra fora. não usei minhas pernas pra nada, apenas me deixei levar pelo 'acaso'. e imagino que não preciso falar da parte dos aromas de fim de tarde num dia de calor extremo, néam? então, havia cheirinhos nada agradáveis lá. não quero lembrar.
que fique claro: eu nunca reclamaria de usar transporte coletivo assim. até porque vou ter que usar a vida toda [publicitária pobre mode: on], mas eu não merecia isso num dia que eu poderia andar de carro, néam? aiai, minha família me faz sofrer mais que a maria do bairro. tsc.
enfim, já falei muito por hoje.
enquanto o portão não abria acabei conversando um pouco com um desconhecido. ele perguntou sutilmente "precisava trazer alguma coisa pra fazer a prova?". idiota. como pode um ser humano sair de casa pra fazer uma prova sem levar NADA? vejam bem, crianças, o garoto não tinha nada nas mãos além do rg. eu quase disse que eles exigiriam uma técnica de desenhar no canson A4 usando unicamente o rg. mas fiquei feliz, encontrei alguém mais lerdo que eu. o que vem ao caso é que eu sou a senhorita prevenilda quando se trata de lápis 6b, então cedi para o garoto um 6B e uma borracha. depois é que eu fui perceber o quanto minha atitude é retardada aos olhos dos outros. você ajudaria uma pessoa que disputa uma vaga contigo em uma universidade pública e ainda por cima você nem conhece? então, eu ajudei. eu não sou boazinha, apenas acho que as pessoas precisam de uma chance pra mostrar o que são capazes de fazer. eu tive minha chance. ele teve a dele.
devido à problemas demográficos, tivemos que subir até o nono andar usando a escada rolante. o detalhe pitoresco da história é o fato de que a escada só tava ligada até o segundo andar. a prova era no andar NOVE. ou seja, as pessoas chegaram lá semi-mortas. mas enfim, quem se preocupa com isso?
tinha menos gente esquisita do que eu esperava. na minha sala tinha só uns seis estranhos [sendo que eu era um deles, hu]. tinha até duas japonesas. eu nunca imaginaria japoneses fazendo artes visuais. e eu tive oportunidade de conhecer melhor uma delas. sabe aquela disciplina intrínseca dos japoneses? ela era loira e não tinha nenhuma disciplina dessa. mas era legal.
aliás, eu sou uma pessoa interativa às vezes. mas obviamente não é uma interatividade como a que as vendedoras de roupas têm [quem pensou que eu sou igual elas vai ganhar um chute no saco]. é uma interatividade moderada. se algum estranho minimamente simpático fala comigo eu respondo e continuo o assunto [principalmente se esse estranho for pegável e/ou fodível]. porque às vezes eu até consigo ser legal com alguém.
meu pai iria me buscar depois da prova [até porque eu não tinha lembrado de pegar dinheiros pra me locomover]. terminei a prova e liguei pra ele, "daqui trinta segundos eu to aí, tchau". onde estaria o zorze? sei lá, mas chegou rápido demais. e então nós começamos a caminhar. e eu conversando com a tal japonesa loira enquanto a gente andava, até que ela atravessou a rua e eu lembrei de perguntar onde meu pai tinha estacionado o carro. enchi os pulmões de ar pra falar e antes que eu pudesse terminar a primeira sílaba ele me disse "a gente vai de metrô".
vejam bem, crianças, METRÔ. ele me fez andar de metrô no horário de pico, quando todo mundo termina seus respectivos trabalhos diários e pega o metrô para ir pra casa. agora tentem imaginar como é um metrô a essa hora. se a gente tivesse que entrar num metrô e descer no bairro desejado seria mais aceitável, mas nããão, tinha que trocar de linha. péssimo.
na barra funda deu um pouco de trabalho pra todo mundo caber no metrô, mas pelo menos tinha oxigênio. nas estações posteriores as pessoas nunca desciam, mas novas pessoas sempre entravam. às vezes entrava taaanta gente que a porta não fechava, então a pessoa que tava impedindo a porta de fechar empurrava todo mundo e entrava no metrô. definitivamente, o mundo precisa de metrôs maiores. e, já que estes estão todos podres, que troquem por maiores, hu. não lembro qual estação era, mas de repente o metrô parou sem prévio aviso. olhei na janela da frente: parede escura. olhai na janela de trás: parede escura. se eu tivese claustrofobia teria entrado em coma naquele momento. mas foi só um probleminha técnico de rápida resolução. pelo menos eu suponho que tenha sido, já que o cara que comunicava as coisas aos passageiros não falava a minha língua.
voltando ao assunto, chegou na estação da sé. por lá passava a linha azul que a gente tinha que pegar. juro, não precisei dar um passo pra sair do metrô. eu apenas parei de segurar no cano e a multidão me comprimiu e me arrastou pra fora. não usei minhas pernas pra nada, apenas me deixei levar pelo 'acaso'. e imagino que não preciso falar da parte dos aromas de fim de tarde num dia de calor extremo, néam? então, havia cheirinhos nada agradáveis lá. não quero lembrar.
que fique claro: eu nunca reclamaria de usar transporte coletivo assim. até porque vou ter que usar a vida toda [publicitária pobre mode: on], mas eu não merecia isso num dia que eu poderia andar de carro, néam? aiai, minha família me faz sofrer mais que a maria do bairro. tsc.
enfim, já falei muito por hoje.
Wednesday, December 06, 2006
oito boas razões para a criação de cotas e programas de inclusão social para provincianos.
se já inventaram cotas pra negros e alunos de escola pública e índios e bêbados e ornitorrincos, por que não inventaram uma cota para provincianos? acho pertinente. provincianos têm enormes bons motivos pra isso; e eu poderia listar centenas deles, mas deixarei só oito razões para a criação de programas de inclusão social para provincianos.
primeiro: provincianos não sabem ler com tanta facilidade quanto os civilizados. provincianos lêem uma média de cinco palavras por minuto; isso se as tais palavras não forem complexas como "papibaquígrafo" ou "paralelepípedo" ou "vermelho". eles confundem o 'v' e o 'f', colocam letras onde não tem e tiram de onde tem, aumentam o número de 'r' das palavras e não conseguem fazer concordância nominal e/ou verbal. enfim, isso é só um por cento dos problemas gramaticais dos pobres provincianos.
segundo: provincianos não têm a estrutura cerebral responsável pela interpretação das coisas. a história prova o fato com uma guerra que aconteceu em uma província distante no final do século XVIII. um civilizado escreveu uma mensagem para um provinciano que dizia "o céu está azul". então a tal província entrou em guerra com aldeia mais próxima dizimando ambos os grupos étnicos.
terceiro: provincianos não têm moradias modernas como as dos civilizados. provincianos moram em barracas confeccionadas com couro de égua verde e folhas de bananeira egípcia decoradas com pigmento de urucum. mas o termo "decoradas" não seria o melhor na situação, pois as pinturas provincianas nas barracas mais parecem cagalhões esmagados de passarinhos bêbados. provincianos não sabem fazer arte [e isso é deveras preocupante levando em conta o fato de que a arte é algo intrínseco de todos os seres humanos]. eles não têm nenhum senso estético; e essas manifestações pseudo-artísticas como as pinturas das barracas surgiram porque algum provinciano desocupado quis copiar algum índio vizinho.
quarto: provincianos não conhecem tecido. eles usam roupas de materiais retirados diretamente da natureza e, como ainda não conhecem a tecnologia da costura, colam as superfícies vulgarmente chamadas de "vestimentas" ao corpo com cocô de elefante. o que é deveras incômodo para os provincianos na hora do vestibular, pois na época em que ocorrem é o hell em quase todos os lugares e provincianos reduzem sua capacidade de pensar [que é cerca de treze por cento da capacidade de pensar dos civilizados] pela metade quando estão sentindo calor.
quinto: provincianos não possuem alimentação adequada. eles comem raízes de plantas silvestres, pamonha e carne crua de javali com lepra, e além de tudo não mastigam [a maioria dos provincianos não tem dentes, são retirados num ritual aos onze anos de idade]. eles também não possuem sistema digestório, ainda não chegaram a essa fase da evolução; utilizam-se da moela.
sexto: provincianos não sabem viver em sociedade, logo, não conseguem se comportar adeqüadamente na hora do vestibular. eles falam alto e sobem nas carteiras e mastigam o gabarito e enfiam o dedo no nariz do fiscal e soltam gases, causando diversos transtornos para os civilizados.
sétimo: provincianos não sabem usar canetas. eles estão acostumados a rabiscar o chão de barro da beira do rio com pedacinhos de pau e ficam perplexos diante das canetas raitéqui de hoje em dia. quando são agraciados com uma super bic azul começam a fazer traços desconexos sobre a própria pele, principalmente na testa.
oitavo: provincianos não sabem usar o gabarito. como era de se esperar, eles pensam que o gabarito é uma espécie de sistema pra avaliar o senso estético [que eles não têm]. e fazem desenhos esquisitos e disformes na folha de respostas do vestibular. estudiosos do assunto apresentam hipóteses de que eles tentam desenhar estrelas, mas a falta de coordenação motora os impede de fazer qualquer coisa minimamente parecida com uma estrela.
enfim, fica aqui o apelo para a criação de cotas para provincianos como eu que querem inclusão social e menor hegemonia dos civilizados.
ai.
primeiro: provincianos não sabem ler com tanta facilidade quanto os civilizados. provincianos lêem uma média de cinco palavras por minuto; isso se as tais palavras não forem complexas como "papibaquígrafo" ou "paralelepípedo" ou "vermelho". eles confundem o 'v' e o 'f', colocam letras onde não tem e tiram de onde tem, aumentam o número de 'r' das palavras e não conseguem fazer concordância nominal e/ou verbal. enfim, isso é só um por cento dos problemas gramaticais dos pobres provincianos.
segundo: provincianos não têm a estrutura cerebral responsável pela interpretação das coisas. a história prova o fato com uma guerra que aconteceu em uma província distante no final do século XVIII. um civilizado escreveu uma mensagem para um provinciano que dizia "o céu está azul". então a tal província entrou em guerra com aldeia mais próxima dizimando ambos os grupos étnicos.
terceiro: provincianos não têm moradias modernas como as dos civilizados. provincianos moram em barracas confeccionadas com couro de égua verde e folhas de bananeira egípcia decoradas com pigmento de urucum. mas o termo "decoradas" não seria o melhor na situação, pois as pinturas provincianas nas barracas mais parecem cagalhões esmagados de passarinhos bêbados. provincianos não sabem fazer arte [e isso é deveras preocupante levando em conta o fato de que a arte é algo intrínseco de todos os seres humanos]. eles não têm nenhum senso estético; e essas manifestações pseudo-artísticas como as pinturas das barracas surgiram porque algum provinciano desocupado quis copiar algum índio vizinho.
quarto: provincianos não conhecem tecido. eles usam roupas de materiais retirados diretamente da natureza e, como ainda não conhecem a tecnologia da costura, colam as superfícies vulgarmente chamadas de "vestimentas" ao corpo com cocô de elefante. o que é deveras incômodo para os provincianos na hora do vestibular, pois na época em que ocorrem é o hell em quase todos os lugares e provincianos reduzem sua capacidade de pensar [que é cerca de treze por cento da capacidade de pensar dos civilizados] pela metade quando estão sentindo calor.
quinto: provincianos não possuem alimentação adequada. eles comem raízes de plantas silvestres, pamonha e carne crua de javali com lepra, e além de tudo não mastigam [a maioria dos provincianos não tem dentes, são retirados num ritual aos onze anos de idade]. eles também não possuem sistema digestório, ainda não chegaram a essa fase da evolução; utilizam-se da moela.
sexto: provincianos não sabem viver em sociedade, logo, não conseguem se comportar adeqüadamente na hora do vestibular. eles falam alto e sobem nas carteiras e mastigam o gabarito e enfiam o dedo no nariz do fiscal e soltam gases, causando diversos transtornos para os civilizados.
sétimo: provincianos não sabem usar canetas. eles estão acostumados a rabiscar o chão de barro da beira do rio com pedacinhos de pau e ficam perplexos diante das canetas raitéqui de hoje em dia. quando são agraciados com uma super bic azul começam a fazer traços desconexos sobre a própria pele, principalmente na testa.
oitavo: provincianos não sabem usar o gabarito. como era de se esperar, eles pensam que o gabarito é uma espécie de sistema pra avaliar o senso estético [que eles não têm]. e fazem desenhos esquisitos e disformes na folha de respostas do vestibular. estudiosos do assunto apresentam hipóteses de que eles tentam desenhar estrelas, mas a falta de coordenação motora os impede de fazer qualquer coisa minimamente parecida com uma estrela.
enfim, fica aqui o apelo para a criação de cotas para provincianos como eu que querem inclusão social e menor hegemonia dos civilizados.
ai.
Subscribe to:
Posts (Atom)
